Entre em contato conosco

Escola Educar


ENTRE EM CONTATO:
Fone: 3443-1484
e-mail: escolaeducar.educar@gmail.com
Rua Marina Valença, nº 75,
Águas Compridas, Olinda/PE

12 de abril de 2011

Aprenda a chamar a polícia - Crônica

OBS.: Não sei se a autoria é mesmo de Luís Fernando Veríssimo

Aprenda a chamar a polícia...
Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.
Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruidos que vinham la de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranquilamente.
Liguei baixinho para a polícia informei a situação e o meu endereço.
Perguntaram- me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.
Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma:
- Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!
Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate , uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.
Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.
No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
- Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.
Eu respondi:
- Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível.
(Luís Fernando Veríssimo)

26 de março de 2011

A FIM e AFIM

As expressões A FIM  e AFIM são homófonas, ou seja, possuem o mesmo som, porém têm sentidos e aplicação bem diferentes.

A expressão A FIM possui duas aplicações mais utilizadas:
1. Significado: com o objetivo, com a finalidade.
Ex.: Estamos em reformas A FIM de melhor atendê-los.
A FIM de que haja melhorias no ensino, o Governo tem disponibilizado novas capacitações.

2. Significado: desejar, querer, estar com vontade.
Ex.: Juliana está a fim de Paulo.
Ele não está tão a fim de você.
Obs.: Este segundo uso é típico da linguagem informal, em especial a modalidade falada. Portanto não recomendo tal aplicação em textos escritos formais, mesmo em narrações, a não ser que se esteja representando a fala de algum personagem.





O vocábulo AFIM tem principalmente o significado relacionado a SEMELHANÇA, AFINIDADE, PROXIMIDADE; e não é usado com muita frequência atualmente, mesmo na escrita formal.
Ex.: É necessário dar sua opinião e relacionar algum fato afim.
Sempre fui fascinado pelo turismo e pelas profissões afins.


Por hoje, é só.
Até a próxima.

Diogo Xavier

11 de fevereiro de 2011

LIVROS PARADIDÁTICOS 2011 - Lista, preços e links

Lista de livros Literários para as aulas de Língua Portuguesa / Literatura

5ª Série
O PRÍNCIPE E O MENDIGO – Mark Twain – adaptação - editora Rideel 32 pág. (4,50 – Livraria Imperatriz)

A PEQUENA PRINCESA - Frances H. Burnett – adaptação - editora Rideel 32 pág. (4,50 – Livraria Imperatriz)

6ª Série
AFRO-BRASIL EM CORDEL - Nezite Alencar – Editora Paulus 40 pág. (11,00)
Livro não disponível para Download 

VIAGENS DE GULLIVER - Jonathan Swift – adaptação – editora Rideel 32 pág. (4,50 – Livraria Cultura)

7ª Série
O JARDIM SECRETO - Frances H. Burnett - editora Rideel 32 pág. (4,50 – Livraria Imperatriz)

IVANHOÉ - Sir Walter Scott - adaptação - editora Rideel 32 pág. (4,50 – Livraria Imperatriz)

8ª Série
O CONDE DE MONTE CRISTO – Alexandre Dumas – adaptação – editora Rideel 32 pág. (4,50 – Livraria Imperatriz)

AFRO-BRASIL EM CORDEL - Nezite Alencar – Editora Paulus 40 pág. (11,00)
Livro não disponível para Download 

31 de outubro de 2010

Os óculos? O óculos?

Na fala do dia-a-dia, mesmo a mais formal, a tendência no português do Brasil é utilizar a palavra ÓCULOS como se ela fosse singular. Ex. "Não acho meu óculos", "Preciso comprar um óculos de sol", "O óculos dela é chique!" etc. Se você fala assim, não se preocupe; a maioria dos brasileiros usa (oralmente) o termo óculos dessa forma. Claro, se você prefere usá-lo conforme a norma culta (como vou mostrar) na fala, em especial em contextos mais formais, leia as reflexões abaixo.

Bem, buscando no Dicionário Eletrônico Houaiss, encontro o seguinte significado para "óculos" (sentido semelhante ao encontrado no Miniaurélio Eletrônico: substantivo masculino plural, dispositivo usado para auxiliar, corrigir ou proteger a visão, que consiste em um par de lentes sustentadas em frente dos olhos por uma armação; lunetas. Etimologia: plural de óculo. Temos aí uma informação importante: é plural de óculo, que é cada uma das lentes que compõem os óculos.

Cito mais uma vez Houaiss, mas dessa vez para concordar com o conceito e discordar da abordagem:
Na observação sobre gramática e uso da palavra óculo, ele diz que a palavra óculos é naturalmente plural  [pluralia tantum] (só no plural é que ela representa o objeto de correção da visão do qual estou falando nesta postagem): "a palavra óculos é pluralia tantum (ver), sendo, portanto, erro a discordância de número (um óculos) que se tem vulgarizado no português coloquial do Brasil (formas corretas: uns óculos, meus óculos, um par de óculos)".

De fato, segundo a gramática padrão, os determinantes que se referirem ao substantivo "óculos" devem concordar com ele no plural. Então: "Não acho meus óculos", "Preciso comprar uns óculos de sol / um par de óculos de sol", "Os óculos dela são chiques". Usemos dessa forma nas situações de discurso que exijam o uso da linguagem formal (falada ou escrita).
 
Discordo, por outro lado, da forma pejorativa com que o dicionário se refere à língua coloquial, usando termos como erro e vulgarizado, ignorando os inúmeros avanços que as diversas vertentes da linguística trouxeram e trazem constantemente. Como eu disse no início da postagem e em algumas outras, a língua falada se constitui no próprio uso *(João Wanderley Geraldi, 1991)*, e não exige, portanto, um uso exatamente como determina a gramática padrão(GP). Mesmo em contextos formais, há construções na norma padrão que soam artificiais quando faladas. Na escrita formal, por outro lado, devemos nos adequar à GP, sendo, contudo, realistas e atentando ao fato de algumas construções serem pouco usadas "no papel" atualmente (mesóclise, por exemplo). Cabe ao falante, portanto, conhecer e usar as diversas variedades de sua riquíssima língua portuguesa de acordo com suas necessidades.
Tenho dito.

"Compre, então, uns óculos escuros [ou um óculos escuro, se preferir o contexto informal] e aproveite o feriadão!!!!"

  * "Como o trabalho linguístico é contínuo, realizado por diferentes sujeitos, em diferentes momentos históricos, em diferentes formações sociais, dentro das quais diferentes sistemas de referência se cruzam (e se digladiam), a língua que se vai constituindo mantém-se porque se modifica." (Pág. 14, Portos de Passagem, João Wanderley Geraldi, São Paulo, Martins Fontes, 1991)

Diogo Xavier

Minha Língua e Eu