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8 de setembro de 2011

O francês de cada dia - Empréstimos Linguísticos


O francês de cada dia

Nem sempre nossos empréstimos linguísticos da França seguiram à risca o sentido adotado no original   
Por Rosa A. Bottosso Passos

Em 2005 comemorou-se o Ano do Brasil na França, agora é a vez de o Brasil retribuir a gentileza e celebrar o Ano da França no Brasil. Um dos slogans da comemoração é: Em 2009 o Brasil vai ficar mais francês! A presença do "mais" nos leva a indagar se nosso país já sofreu influências vindas de lá e onde encontramos tais vestígios. A França teve papel na formação da identidade brasileira nos campos político, econômico, social e cultural. 
Cada período de nossa história, dos remotos até o despertar do Modernismo, revela a presença da cultura francesa. Presença comprovada pelas palavras trazidas na bagagem dos episódios e que aqui ficaram misturando-se de tal forma que só falantes atentos se dão conta desses empréstimos.
Entre inúmeros episódios, podemos citar a chegada de Villegagnon ao Rio de Janeiro em 1555, a Missão Artística Francesa no início do século 19 e a influência da Revolução Francesa no processo de nossa Independência. Mais recentemente, temos a belle époque mudando nossa arquitetura e moda e, na década de 30, a vinda de intelectuais franceses para a criação da USP. Outra prova do fascínio que a França exercia sobre o Brasil é a publicação da revista Fon-Fon entre 1907 a 1958. O leitor carioca era francófilo e seu gosto foi difundido, pois, sendo capital, era o Rio que ditava a moda. Nesse mundo não televisivo e sem internet, era a Fon Fon que trazia as novidades de Paris e, com elas, os galicismos. 

Inquestionável

Muitos termos franceses vingaram no Brasil, alguns com gostinho especial de aclimatação. Se galicismos relacionados à gastronomia ocorrem não só no português, pois essa nomenclatura foi estabelecida na França, um vocábulo como soutien (sutiã) foi adotado graças à sabedoria popular, caso contrário, teríamos "porta-seios". 
Nem todo galicismo assumido no Brasil, no entanto, ganhou o sentido usado na França. Interessante notar, por exemplo, que a palavra marchand tem na língua francesa um sentido abrangente de "comerciante", mas por nós foi adotada para designar apenas o comerciante de obras de arte. Marron é "castanha". Significa dizer que, quando declaramos que algo é marrom, estamos fazendo comparação entre o objeto e a cor da castanha. Abat-jour, que no português "abajur" designa toda a luminária, na língua francesa indica uma parte dela, a cúpula. O hoje não tão usado "chofer" deriva de chauffeur, que por sua vez vem do verbo chauffer (aquecer): aquele que aquece o motor do carro. No início, o motorista era quem movia a manivela que dava a partida do carro.
As palavras que herdamos do francês são carregadas de história. É conhecida, por exemplo, a origem de grève, de que derivamos "greve". Grève significa "margem de rio". Em Paris havia a Place de Grève, uma praça às margens do rio Sena. Nela ocorriam manifestações de trabalhadores, o que deu origem ao seu sentido atual de paralisação.
As unidades lexicais que apresentamos no quadro ao lado foram recolhidas ao longo dos anos tendo como corpus discussões em sala de aula, a imprensa escrita e falada. São apresentadas em grupos, na sua forma francesa, mesmo que todos saibamos que a maioria esteja adaptada ortograficamente ao português. Espero que o leitor não saia deste artigo comentando que foi um déjà-vu...

Rosa A. Bottosso Passos é professora da Aliança Francesa e do Centro Universitário Barão de Mauá
O francês que importamos
Galicismos que ganharam versão em português


ÁREA


VOCABULÁRIO FRANCÊS


Artes e decoração


Avant-première, apothéose, ballet, crépon, crochet, composé, croquis, corbeille, 
doublé, guirlande, hors-concours, marchand, marionnette, matinée, maquette, 
mise-en-scène, passe-partout, papier mâché, reprise, tournée, tricot, troupe, 
vernissage, vernis.

Cores

Bordeaux, beige, carmin, changeant, dégradé, fumé, lilas, marron, ton sur ton.

Esportes

Guidon, grand-prix, pivot, raquette.

Gastronomia
  
À la carte, buffet, baguette, bonbonnière, canapé, croissant, croquette, champignon, 
champagne, chantilly, couvert, crêpe, chinois, escargot, filet, fouet, frappé, glacé, 
guéridon, garçon, mignon, mousse, menu, maître, omelette, pastel, purée,
petit gâteau, pâté, rôtisserie, réchaud, rosé, sauté, soufflé.

Locais, móveis e objetos
  
Atelier, abat-jour, bouquet, bibelot, boîte, bidet, canapé, carnet, chalet, 
chaise longue, divan, cache-pot, crèche, guichet, garage, pince-nez, souvenir, toilette.
  
Moda e vestuário


Bustier, boutique, cache-col, chanel, chic, escarpin, écharpe, évasé, fecho éclair,
godet, jabot, lingerie, maillot, maquillage, mousseline, nécessaire, organdi, 
peignoir, pochette, prêt-à-porter, plissé, rouge, robe , soutien, tailleur, taffetas.

Transportes


Bateau-mouche, chauffeur, charrette, châssis, coupé, métro.


Fonte: Revista “Língua”

 tags: Curiosidades, Comunicação, Linguística, Empréstimos Linguísticos, Estrangeirismo, Francês,

11 de fevereiro de 2011

LIVROS PARADIDÁTICOS 2011 - Lista, preços e links

Lista de livros Literários para as aulas de Língua Portuguesa / Literatura

5ª Série
O PRÍNCIPE E O MENDIGO – Mark Twain – adaptação - editora Rideel 32 pág. (4,50 – Livraria Imperatriz)

A PEQUENA PRINCESA - Frances H. Burnett – adaptação - editora Rideel 32 pág. (4,50 – Livraria Imperatriz)

6ª Série
AFRO-BRASIL EM CORDEL - Nezite Alencar – Editora Paulus 40 pág. (11,00)
Livro não disponível para Download 

VIAGENS DE GULLIVER - Jonathan Swift – adaptação – editora Rideel 32 pág. (4,50 – Livraria Cultura)

7ª Série
O JARDIM SECRETO - Frances H. Burnett - editora Rideel 32 pág. (4,50 – Livraria Imperatriz)

IVANHOÉ - Sir Walter Scott - adaptação - editora Rideel 32 pág. (4,50 – Livraria Imperatriz)

8ª Série
O CONDE DE MONTE CRISTO – Alexandre Dumas – adaptação – editora Rideel 32 pág. (4,50 – Livraria Imperatriz)

AFRO-BRASIL EM CORDEL - Nezite Alencar – Editora Paulus 40 pág. (11,00)
Livro não disponível para Download 

30 de março de 2010

Matrículas Abertas


Matricule-se já e tenha um desconto de 20 % no valor da matrícula. Estamos trabalhando com sistema integrado do ensino do 1º (primeiro) ao 9º (nono) ano. Oferecemos aulas de capoeira extra curriculares sem acréscimo na mensalidade.

Aceitamos cartão Hipercard

Sistema Maxi de Ensino e a Escola Educar

A partir do ano de 2010, a Escola Educar e o Sistema Maxi de Ensino estão trabalhando juntos com o objetivo de atender melhor a comunidade de Águas Compridas, trazendo um material de baixo custo e de ótima qualidade. Vamos apresentar um pouco da proposta pedagógica do Maxi:



Para atender às constantes mudanças inerentes à sociedade, o Sistema Maxi de Ensino elaborou um material didático que visa proporcionar aos educandos conteúdos pedagógicos e atividades socioculturais que priorizem o conhecimento, as competências e as habilidades indispensáveis ao ser humano.

O material didático do SME enfatiza os aspectos da vida em sociedade que valorizam o papel do indivíduo nas transformações do processo histórico, político e ético e na construção da identidade pessoal para o perfeito exercício da cidadania.

Acreditamos ser imprescindível orientar nossos educandos enfatizando seus diretos e deveres de cidadãos e, ao mesmo tempo, fortalecendo sua capacidade criativa e sensível.

Portanto, canalizamos nosso trabalho para a questão afetiva, visto que é ela que impulsiona o indivíduo para frente ou o detém em seu desenvolvimento global.

A Pedagogia Afetiva

A proposta pedagógica do Sistema Maxi de Ensino consiste em oferecer maior espaço para o desenvolvimento da afetividade no ambiente escolar por meio da Pedagogia Afetiva. Aprender deve estar ligado ao ato afetivo. Se o aluno está equilibrado emocionalmente e motivado pelo professor (que passa a interferir na vida do aluno ao demonstrar-lhe a aplicação prática daquilo que está sendo ensinado e apresentado), ele aprende mais facilmente, pois o equilíbrio emocional contribui para o processo de aprendizagem.

A afetividade na escola proporciona autoconfiança e autoestima. Por meio de uma relação segura, alunos e professores trabalham a interatividade e a troca de experiências, facilitando a comunicação, promovendo a união e maximizando as competências e capacidade de cada um.

Embasando o material didático do Sistema Maxi de Ensino, a Pedagogia Afetiva enfatiza os aspectos da vida em sociedade que valorizam o papel do indivíduo nas transformações do processo histórico, político e ético, e na construção da identidade pessoal para o pleno exercício da cidadania.

“A pedagogia do afeto não é, pois, ideologia que se aceita por acreditá-la simpática ou que se rejeita por achá-la singela ‘perfumaria’. Representa resultado de intenso estudo, certeza construída nos pilares de uma nova educação pensados por Piaget, por Cousinet e por muitos outros.”
Trecho do livro A Afetividade na Escola: educando com firmeza, de Celso Antunes.

Proposta para Ensino Fundamental

Nosso trabalho com o Ensino Fundamental também parte do estudo e da análise das características das crianças dessa faixa etária. só assim podemos atender as reais necessidades dos alunos.

De acordo com alguns estudiosos, vejamos as características dessa fase:

• Fase emocional intensa, com desenvolvimento de sentimentos;

• Valorização sobre a execução e o controle dos movimentos (global e fino);

• A emulação se faz presente - estímulos para a criança ou jovem imitar ou superar alguém - portanto devemos pensar com carinho quanto às questões do modelo;

• Consegue fazer classificações, seriações, correlações, adição e multiplicação;

• Sua aprendizagem acontece sempre a partir do que ela tem na sua base de experiência;

• A linguagem adquiriu uma estrutura lógica e seu vocabulário vai progredindo até ficar altamente enriquecido;

• Apresenta atitudes de cooperação e de aceitação de regras que vão amenizando o egocentrismo.

Necessário se faz que as atividades pedagógicas atendam aos alunos nos campos afetivo, cognitivo e psicomotor. Tais atividades devem levar ao aprendizado com alegria e prazer, habilitando o aluno com um método científico capaz de provocar o verdadeiro conhecimento.

Esse conhecimento vai garantir a inserção intelectual e afetiva do jovem entre os adultos.

Fatos da atualidade e os conteúdos transversais devem ser incorporados aos conteúdos programáticos dando, assim, maior amplitude ao ensino.

13 de dezembro de 2009

Agradecimentos

           A direção da Escola Educar agradece a todos e todas pela participação e dedicação na II FECONEDUCAR  2009 realizada no dia 12 de dezembro.

1 de dezembro de 2009

FECON EDUCAR

       Convidamos a comunidade de Águas Compridas a prestigiar a nossa feira cultural, onde iremos abodar o tema Olinda.
       Venha e conheça um pouco mais sobre sua cidade.
        Dia: 12 de Dezembro de 2009

Minha Língua e Eu