Vamos que vamos!!!
Semana começando, II unidade também.
Não vamos parar. Feira de Conhecimentos daqui a alguns meses chega. Vamos mostrar nossa capacidade e compartilhar saberes!
Para refletir:
Grande abraço,
Diogo Xavier
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8 de abril de 2013
21 de janeiro de 2013
Texto para reflexão (Arroz de Palma)
"O Arroz de Palma"
Família é prato
difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema,
principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela,
fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os
truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir.
Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite.
Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite.
O tempo põe a
mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a
família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no
ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria?
Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto,
abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada.
A outra, a mais consistente. E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e
veio aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e
objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o
trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau
comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua
vida. Não há pressa. Eu espero. Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o
avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo,
você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar.
Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de
tristeza. Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas,
se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África
e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais
colorida, interessante e saborosa. Atenção também com os pesos e as medidas.
Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família
é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem
medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na
hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma
grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a
colher na hora errada. O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da
família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe “Família à Oswaldo Aranha”,
“ Família à Rossini”, Família à “Belle Meunière” ou “Família ao Molho Pardo” em
que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é “à
Moda da Casa”. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito. Há famílias
doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm
gosto de nada, seriam assim um tipo de “Família Diet”, que você suporta só para
manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre
quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Enfim, receita de
família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos,
improvisando e transmitindo o que sabe no dia- a -dia. A gente cata um registro
ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel.
Muita coisa se perde na lembrança, principalmente na cabeça de um velho já meio
caduco como eu. O que este veterano
cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar,
família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear,
saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na
porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é
prato que, quando se acaba, nunca mais se repete. "Se tivéssemos
consciência do quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes
antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros
felizes."
20 de janeiro de 2013
Análise Literária - Balada (Tchê Tchê Rê Rê)
*Esta postagem é de cunho puramente humorístico. Não visa inferiorizar aqueles que gostam da música, do cantor ou do estilo musical. Se acha que vai se sentir ofendido, não leia. Simples assim.
Bem, como eu já havia feito algumas vezes no Facebook, farei uma análise crítica e reflexiva acerca do estilo e das concepções filosóficas de um artista contemporâneo que manifestam toda sua cultura na forma de composições líricas para serem acompanhadas por arranjos musicais. Nossa, profundo.
Enfim, as observações vão em destaque, junto com a letra. Se quiser ouvir [de sua própria conta e risco], o vídeo vai incorporado à postagem. Caso queira ler esta riquíssima obra sem os comentários impertinentes, clique AQUI.
Bem, como eu já havia feito algumas vezes no Facebook, farei uma análise crítica e reflexiva acerca do estilo e das concepções filosóficas de um artista contemporâneo que manifestam toda sua cultura na forma de composições líricas para serem acompanhadas por arranjos musicais. Nossa, profundo.
Enfim, as observações vão em destaque, junto com a letra. Se quiser ouvir [de sua própria conta e risco], o vídeo vai incorporado à postagem. Caso queira ler esta riquíssima obra sem os comentários impertinentes, clique AQUI.
Balada (Tchê
Tchê Rere)
Gusttavo
Lima
Eu já lavei
o meu carro, regulei o som [é balada mesmo ou aquele costume de pseudo
ricos de colocar o som em último volume no carro na frente de
um posto de gasolina para não pagar ingresso numa balada de verdade? Pergunta
retórica. Já sabemos a resposta]
Menina fica
a vontade, entre e faça a festa [Não sei se a ausência de crase em "a
vontade" está na letra original ou no site que publicou. Enfim.
Aparentemente já começou a balada, mas, 'peraí'! Entra onde? No carro?]
Me liga mais
tarde, vou adorar, vamos nessa [Então não começou? Como assim?]
Gata, me
liga, mais tarde tem balada [Isso já foi dito. O nome da música é
'balada', mas até agora só se falou que acontecerá em momento posterior. Esta
estrofe e a próxima se repetem. Não deu pra pensar em algo novo]
Quero curtir com você na
madrugada [Com essa riqueza vocabular, é melhor que ele tenha outros atrativos]
Dançar, pular até o sol raiar. [Dentro do carro?]
Gata, me liga, mais tarde tem balada [Mais tarde quando? Ano que vem?]
Quero curtir com você na madrugada
Dançar, pular que hoje vai rolar.
Tchê tcherere tchê tchê,
Tcherere tchê tchê,
Tcherere tchê tchê,
Tchereretchê
Tchê, tchê, tchê, [Temos aqui uma onomatopeia, usada para representar um som que só Deus
sabe de que é. Tem alguma coisa a ver com a balada que nunca começa? Com o
carro? Com o telefonema da menina ?]
Gustavo Lima e você [x2] [Rima altamente criativa: tchê > você. Não tenho palavras para
adjetivar um cantor que coloca o seu próprio nome na letra da música. Como a
Legião Urbana não pensou nisso antes?
"Quero colo, vou fugir de
casa
Posso dormir aqui
Renato Russo e você?]
Se você me
olhar vou querer te pegar [É de uma riqueza sentimental.
Ma-ra-vi-lho-so! O eu-lírico afirma crer que o olhar da mulher que se pretende
cortejar em direção ao seus olhos provocaria sensações e sentimentos afetivos
os quais gerariam um aumento da circulação sanguínea e estímulos fisiológicos.
Tudo isso provocaria um instinto físico que impulsiona o ser humano ao prazer
sexual e geraria a vontade de estabelecer contato físico com a mulher em
questão]
E depois
namorar, curtição [Devido à catarse provocada pelo verso
anterior, o poeta cometeu um pequeno deslize de paralelismo, já que os dois
primeiros complementos do verbo QUERER são verbos,
e o terceiro , desconexo e mal encaixado, é um
substantivo, gerando a quebra de paralelismo]
Que hoje vai
rolar... [Esse
gosta de futuro, né? Começa ou não começa?!]
Gata, me
liga, mais tarde tem balada ["masoq"!!! De novo?]
Quero curtir
com você na madrugada
Dançar,
pular até o sol raiar.
Gata, me
liga, mais tarde tem balada
Quero curtir
com você na madrugada
Dançar,
pular que hoje vai rolar.
Tchê
tcherere tchê tchê,
Tcherere
tchê tchê,
Tcherere
tchê tchê,
Tchereretchê
Tchê, tchê,
tchê,
Gustavo Lima
e você[x2] [vemos aí
uma repetição nas três últimas estrofes, claramente, caracterizando o refrão ou
estribilho, provavelmente influência da poesia trovadoresca, como o poema
chamado, pela teoria literária, de balada. Ei, agora descobri o por quê
do título!!!]
Gata, me
liga, mais tarde tem balada
Quero curtir
com você na madrugada
Dançar,
pular que hoje vai rolar.
Gata, me
liga, mais tarde tem balada
Quero curtir
com você na madrugada
Dançar,
pular que hoje vai rolar.
Tem Gustavo
Lima até de madrugada. [Como
assim? Depois disso ele não mais existirá? Estará ele prevendo sua morte?
Intrigante...]
[As partes
seguintes dispensam análise, uma vez que já foram devidamente apreciadas logo
acima. Essa repetição intencional visa reforçar a ideia do amor à primeira
vista, ressaltada na segunda estrofe, além de visar enquadrar-se no estilo
poético 'balada', como já foi citado]
Tchê tcherere tchê tchê,
Tcherere tchê tchê,
Tcherere tchê tchê,
Tchereretchê
Tchê, tchê, tchê,
Gustavo Lima e você[x2]
Se você me olhar vou querer te pegar E depois namorar, curtição
Que hoje vai rolar...
Gata, me liga, mais tarde tem balada Quero curtir com você na madrugada
Dançar, pular até o sol raiar.
Tcherere tchê tchê,
Tcherere tchê tchê,
Tchereretchê
Tchê, tchê, tchê,
Gustavo Lima e você[x2]
Se você me olhar vou querer te pegar E depois namorar, curtição
Que hoje vai rolar...
Gata, me liga, mais tarde tem balada Quero curtir com você na madrugada
Dançar, pular até o sol raiar.
Gata, me liga, mais tarde tem balada
Quero curtir com você na madrugada
Dançar, pular que hoje vai rolar.
Tchê tcherere tchê tchê, Tcherere tchê tchê,
Tcherere tchê tchê,
Tchereretchê
Tchê, tchê, tchê,
Gustavo Lima e você[x2]
Quero curtir com você na madrugada
Dançar, pular que hoje vai rolar.
Tchê tcherere tchê tchê, Tcherere tchê tchê,
Tcherere tchê tchê,
Tchereretchê
Tchê, tchê, tchê,
Gustavo Lima e você[x2]
12 de maio de 2012
Dia das Mães
Para você
mãe
Mãe, não se lamente pela maturidade, ela é sinônimo de conhecimento, de confiança.
Se conheço bem o que é o amor, o sinônimo dele é um ser chamado mãe.
Feliz Dia das Mães!
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Saudações
25 de abril de 2012
A Flor
Era uma vez uma flor que numa cidade era muito
importante. Um dia todos decidiram plantar uma flor
diferente e a cidade ficou colorida e cheia de flores bonitas e de cheiro bom,
mas tinha um lago coberto de vitoria-regia e todas as pessoas tiraram as
vitorias-regias e colocaram patos mas havia outro lago vazio e colocaram as
vitórias régias e toda a cidade ficou encantada.
Jéssica Gomes
A Flor
Era uma vez uma flor chamada tata ela gostava muito de sua mãe
que chamava-se Arla, sua mãe chamava ela para ajuda-la, mas ela disse não e
ficou de castigo então a mãe tirou ela de castigo e botou na escola e então
a flor foi para a escola e voltou para casa esperta ala gostou de ir para a escola. No dia seguinte sua mãe a chamou disse, filha venha me ajudar então ela disse sim e então nesse dia ela
aprendeu uma lisão muito boa.
Pedro Victor
A Flor
Era uma vez, uma flor bonita e cheirosa. O nome dela era
rosa, porque ela era leve como o vento. Um dia eu plantei um pe de rosas
vermelhas, para vender, ela foi crescendo e crescendo, ate que fica grande, bonita
e cheirosa, cheirosa como um perfume.
Gabriella Borges
17 de abril de 2012
A Flor
Texto construido por aluno do 5º ano da Escola Educar
Era uma vez uma menina chamada raquel ela tinha uma bela flor, mas ela tinha um irmão muito chato ele não gostava quase de nada da irmã, um dia ela estava brincando com a flor e a mãe dela a chamou para almoçar. o irmão já tinha terminado de comer e então pegou a linda flor de raquel e escondeu no quarto. quando ela chegou no quarto não encontrou sua linda flor e então foi correndo contar a sua mãe. A mãe dela disse que não sabia quem tinha pego a linda flor da filha e então a garota ficou muito triste foi até o quarto do irmão e perguntou se ele tinha visto a sua flor, ele disse que não, então ela voltou a chorar. Um mês depois o irmão de raquel chegou a ela e disse que tinha pego a flor, ela ficou muito chatiada com seu irmão, no outro dia ela o perguntou onde ele estava a flor e então ele mostrou, a rosa estava toda estragada e ele disse que ia juntar dinheiro para compra outra flor depois de um mês ele conseguiu o dinheiroe ele comprou a flor e ela ficou muito feliz com ele.
Matheus gabriel
4 de fevereiro de 2012
Etimologia - Cínico - Origem da palavra
Publicado em 18/11/11, no MINHA LÍNGUA E EU
Vamos mais uma vez colocar a mão na massa, dessa vez para pesquisar a origem da palavra CÍNICO, adjetivo bastante usado como ofensa. Comecemos, então pelo significado:
Vamos mais uma vez colocar a mão na massa, dessa vez para pesquisar a origem da palavra CÍNICO, adjetivo bastante usado como ofensa. Comecemos, então pelo significado:
![]() |
| House, o médico mais cínico da TV |
adjetivo e substantivo masculino
1 Rubrica: filosofia.
relativo a ou adepto do cinismo
2 Derivação: por extensão de sentido.
que ou aquele que afronta ostensivamente as convenções e conveniências morais e sociais
3 Derivação: por extensão de sentido.
que ou aquele que é dado a atos e/ou ditos imorais, impudicos, escandalosos; desavergonhado, debochado, sarcástico
4 Derivação: por extensão de sentido.
que ou aquele que fala ou age com descaso, impudência, falta de escrúpulos; petulante, atrevido
relativo a ou adepto do cinismo
2 Derivação: por extensão de sentido.
que ou aquele que afronta ostensivamente as convenções e conveniências morais e sociais
3 Derivação: por extensão de sentido.
que ou aquele que é dado a atos e/ou ditos imorais, impudicos, escandalosos; desavergonhado, debochado, sarcástico
4 Derivação: por extensão de sentido.
que ou aquele que fala ou age com descaso, impudência, falta de escrúpulos; petulante, atrevido
O que chama atenção inicialmente é o primeiro significado do verbete, que indica que a palavra vem da filosofia. Por derivação de sentido, CÍNICO passou a indicar, em resumo, um sujeito imoral, inescrupuloso, sarcástico, que vai de encontro às convenções sociais. Isso nós já sabemos, vamos à origem. Do grego, kunikós, aquilo que concerne a cachorro; passando pelo latim cynìcus, cynìca, cynìcum. Até o momento, a única relação possível entre CÍNICO e CACHORRO é que ambos são usados para xingar atualmente.
Aproveitando o ensejo do Houaiss, vamos buscar a palavra CINISMO:
![]() |
| Filósofo Grego, Diógenes demonstrando o viver cínico |
1 Rubrica: filosofia.
doutrina filosófica grega fundada por Antístenes de Atenas (444-365 a.C.), que prescrevia a felicidade de uma vida simples e natural através de um completo desprezo por comodidades, riquezas, apegos, convenções sociais e pudores, utilizando de forma polêmica a vida canina como modelo ideal e exemplo prático destas virtudes.
doutrina filosófica grega fundada por Antístenes de Atenas (444-365 a.C.), que prescrevia a felicidade de uma vida simples e natural através de um completo desprezo por comodidades, riquezas, apegos, convenções sociais e pudores, utilizando de forma polêmica a vida canina como modelo ideal e exemplo prático destas virtudes.
Aí está! Essa doutrina pregava a vida simples e instintiva, através do desprezo pelas comodidades, materialidades e convenções sociais, assim como o cachorro o faz. O "fundador" era discípulo de Sócrates (não o ex-jogador) e o nome mais conhecido dessa doutrina é Diógenes de Sínope. Daí até se tornar um termo pejorativo, a palavra CÍNICO foi se modificando e deturpando o significado filosófico, e o desprezo pelas convenções morais e sociais se tornou a transgressão dessas convenções, daí passou a adjetivar também o sujeito sarcástico, que não se preocupa com o sentimento dos outros. Acredito (teoria minha) que essa deturpação veio principalmente das pessoas que não concordavam com as ideias propagadas pelo cinismo, e faziam críticas a conceitos que não pertenciam de fato a essa doutrina. Assim como Darwin nunca disse que o homem veio do macaco - e até hoje é ridicularizado por isso. Da mesma maneira também que a linguística nunca afirmou que o estudante não precisa aprender a norma de maior prestígio social (culta), mas até a imprensa a critica por 'ensinar o aluno a não seguir as regras do português'.
Enfim, pesquisa cocluída. Espero ter acrescentado informações interessantes à sua bagagem. Até a próxima!
Prof. Diogo Xavier
11 de setembro de 2011
ETIMOLOGIA - Aluno
Primeiro, vamos nos familiarizar com o termo "etimologia".
e.ti.mo.lo.gi.a
s. f. Gram. 1. Estudo da origem e formação das palavras de determinada língua. 2. Origem de uma palavra ou vocábulo; étimo.
s. f. Gram. 1. Estudo da origem e formação das palavras de determinada língua. 2. Origem de uma palavra ou vocábulo; étimo.
Fonte: dicionário Michaelis.
Portanto, em postagens como essa, vamos tentar descobrir a origem de certas palavras e, se possível, tentar entender as relações de sentido que criaram outros significados para esses termos ao longo do tempo.
Vamos à primeira palavra:
ALUNO
Significado: s. m. 1. O que recebe instrução em colégio, liceu ou escola superior. 2. Aprendiz, discípulo, educando.
fonte: dicionário Michaelis.
Etimologia: (Houaiss) lat. Alumnus, i "criança de peito, lactente, menino, aluno, discípulo", der. do verbo alére "fazer aumentar, crescer, desenvolver, nutrir, alimentar, criar, sustentar, produzir, fortalecer etc."; ver alt-; f.hist. 1572 aluno, 1572 alumno.
Ou seja, aluno é aquele que está sendo nutrido, desenvolvido, fortalecido, para etapas atuais e posteriores de sua vida.
Obs.:
Há décadas que se espalha o mito de que aluno teria o significado de "SEM LUZ", como na ideia de "tábua rasa", que precisa ser preenchida. Com a internet, ele se espalhou mais rapidamente. De fato, "lumnus" para quem não procurar mais atentamente é bastante semelhante a LUZ, porém em Latim, luz é LUX (FIAT LUZ = FAÇA-SE A LUZ), ou LUCE (não tenho certeza). Enfim, muitos educadores, inclusive em palestras, caem nessa pegadinha, lutando contra o uso deste termo e propondo a substituição por ESTUDANTE.
9 de setembro de 2011
ETIMOLOGIA - Esculachar
ESCULACHAR
Significado: Vulg. Pop.
v.td.
1 Repreender ou criticar de modo desrespeitoso, com grosseria; ESCULHAMBAR; DESMORALIZAR. [ Antôn.: aprovar, elogiar, louvar.]
2 Surrar, espancar.
Fonte: Dicionário Aulete digital.
Etimologia: Um tanto vulgar: [F.: Do italiano sculacciare] dar tapas no traseiro, nas nádegas. E esse verbo deriva de cullo, que pelo contexto dá pra deduzir o que é... Enfim, o sentido muda com o passar do tempo, mas se você é daqueles que se apegam a detalhes, cuidado ao usar certas palavras cuja origem você não conhece.
Fonte consultada: Aulete Digital.
Sem mais, por ora.
Prof. Diogo Xavier
Significado: Vulg. Pop.
v.td.
1 Repreender ou criticar de modo desrespeitoso, com grosseria; ESCULHAMBAR; DESMORALIZAR. [ Antôn.: aprovar, elogiar, louvar.]
2 Surrar, espancar.
Fonte: Dicionário Aulete digital.
Etimologia: Um tanto vulgar: [F.: Do italiano sculacciare] dar tapas no traseiro, nas nádegas. E esse verbo deriva de cullo, que pelo contexto dá pra deduzir o que é... Enfim, o sentido muda com o passar do tempo, mas se você é daqueles que se apegam a detalhes, cuidado ao usar certas palavras cuja origem você não conhece.
Fonte consultada: Aulete Digital.
Sem mais, por ora.
Prof. Diogo Xavier
8 de setembro de 2011
O francês de cada dia - Empréstimos Linguísticos
O francês de cada dia
Nem sempre nossos empréstimos linguísticos da França seguiram à risca o sentido adotado no original
Por Rosa A. Bottosso Passos
Em 2005 comemorou-se o Ano do Brasil na França, agora é a vez de o Brasil retribuir a gentileza e celebrar o Ano da França no Brasil. Um dos slogans da comemoração é: Em 2009 o Brasil vai ficar mais francês! A presença do "mais" nos leva a indagar se nosso país já sofreu influências vindas de lá e onde encontramos tais vestígios. A França teve papel na formação da identidade brasileira nos campos político, econômico, social e cultural.
Cada período de nossa história, dos remotos até o despertar do Modernismo, revela a presença da cultura francesa. Presença comprovada pelas palavras trazidas na bagagem dos episódios e que aqui ficaram misturando-se de tal forma que só falantes atentos se dão conta desses empréstimos.
Entre inúmeros episódios, podemos citar a chegada de Villegagnon ao Rio de Janeiro em 1555, a Missão Artística Francesa no início do século 19 e a influência da Revolução Francesa no processo de nossa Independência. Mais recentemente, temos a belle époque mudando nossa arquitetura e moda e, na década de 30, a vinda de intelectuais franceses para a criação da USP. Outra prova do fascínio que a França exercia sobre o Brasil é a publicação da revista Fon-Fon entre 1907 a 1958. O leitor carioca era francófilo e seu gosto foi difundido, pois, sendo capital, era o Rio que ditava a moda. Nesse mundo não televisivo e sem internet, era a Fon Fon que trazia as novidades de Paris e, com elas, os galicismos.
Inquestionável
Muitos termos franceses vingaram no Brasil, alguns com gostinho especial de aclimatação. Se galicismos relacionados à gastronomia ocorrem não só no português, pois essa nomenclatura foi estabelecida na França, um vocábulo como soutien (sutiã) foi adotado graças à sabedoria popular, caso contrário, teríamos "porta-seios".
Nem todo galicismo assumido no Brasil, no entanto, ganhou o sentido usado na França. Interessante notar, por exemplo, que a palavra marchand tem na língua francesa um sentido abrangente de "comerciante", mas por nós foi adotada para designar apenas o comerciante de obras de arte. Marron é "castanha". Significa dizer que, quando declaramos que algo é marrom, estamos fazendo comparação entre o objeto e a cor da castanha. Abat-jour, que no português "abajur" designa toda a luminária, na língua francesa indica uma parte dela, a cúpula. O hoje não tão usado "chofer" deriva de chauffeur, que por sua vez vem do verbo chauffer (aquecer): aquele que aquece o motor do carro. No início, o motorista era quem movia a manivela que dava a partida do carro.
As palavras que herdamos do francês são carregadas de história. É conhecida, por exemplo, a origem de grève, de que derivamos "greve". Grève significa "margem de rio". Em Paris havia a Place de Grève, uma praça às margens do rio Sena. Nela ocorriam manifestações de trabalhadores, o que deu origem ao seu sentido atual de paralisação.
As unidades lexicais que apresentamos no quadro ao lado foram recolhidas ao longo dos anos tendo como corpus discussões em sala de aula, a imprensa escrita e falada. São apresentadas em grupos, na sua forma francesa, mesmo que todos saibamos que a maioria esteja adaptada ortograficamente ao português. Espero que o leitor não saia deste artigo comentando que foi um déjà-vu...
Rosa A. Bottosso Passos é professora da Aliança Francesa e do Centro Universitário Barão de Mauá
O francês que importamos
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Galicismos que ganharam versão em português
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ÁREA
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VOCABULÁRIO FRANCÊS
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Artes e decoração
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Avant-première, apothéose, ballet, crépon, crochet, composé, croquis, corbeille,
doublé, guirlande, hors-concours, marchand, marionnette, matinée, maquette, mise-en-scène, passe-partout, papier mâché, reprise, tournée, tricot, troupe, vernissage, vernis. |
Cores
|
Bordeaux, beige, carmin, changeant, dégradé, fumé, lilas, marron, ton sur ton.
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Esportes
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Guidon, grand-prix, pivot, raquette.
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Gastronomia
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À la carte, buffet, baguette, bonbonnière, canapé, croissant, croquette, champignon,
champagne, chantilly, couvert, crêpe, chinois, escargot, filet, fouet, frappé, glacé, guéridon, garçon, mignon, mousse, menu, maître, omelette, pastel, purée, petit gâteau, pâté, rôtisserie, réchaud, rosé, sauté, soufflé. |
Locais, móveis e objetos
|
Atelier, abat-jour, bouquet, bibelot, boîte, bidet, canapé, carnet, chalet,
chaise longue, divan, cache-pot, crèche, guichet, garage, pince-nez, souvenir, toilette. |
Moda e vestuário
|
Bustier, boutique, cache-col, chanel, chic, escarpin, écharpe, évasé, fecho éclair,
godet, jabot, lingerie, maillot, maquillage, mousseline, nécessaire, organdi, peignoir, pochette, prêt-à-porter, plissé, rouge, robe , soutien, tailleur, taffetas. |
Transportes
|
Bateau-mouche, chauffeur, charrette, châssis, coupé, métro.
|
Fonte: Revista “Língua”
tags: Curiosidades, Comunicação, Linguística, Empréstimos Linguísticos, Estrangeirismo, Francês,
12 de abril de 2011
Aprenda a chamar a polícia - Crônica
OBS.: Não sei se a autoria é mesmo de Luís Fernando Veríssimo
Aprenda a chamar a polícia...
Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.
Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruidos que vinham la de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranquilamente.
Liguei baixinho para a polícia informei a situação e o meu endereço.
Perguntaram- me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.
Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma:
- Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!
Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate , uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.
Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.
No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
- Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.
Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruidos que vinham la de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranquilamente.Liguei baixinho para a polícia informei a situação e o meu endereço.
Perguntaram- me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.
Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma:
- Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!
Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate , uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.
Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.
No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
- Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.
Eu respondi:
- Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível.
(Luís Fernando Veríssimo)
26 de março de 2011
A FIM e AFIM
As expressões A FIM e AFIM são homófonas, ou seja, possuem o mesmo som, porém têm sentidos e aplicação bem diferentes.
A expressão A FIM possui duas aplicações mais utilizadas:
1. Significado: com o objetivo, com a finalidade.
Ex.: Estamos em reformas A FIM de melhor atendê-los.
A FIM de que haja melhorias no ensino, o Governo tem disponibilizado novas capacitações.
2. Significado: desejar, querer, estar com vontade.
Ex.: Juliana está a fim de Paulo.
Ele não está tão a fim de você.
Obs.: Este segundo uso é típico da linguagem informal, em especial a modalidade falada. Portanto não recomendo tal aplicação em textos escritos formais, mesmo em narrações, a não ser que se esteja representando a fala de algum personagem.
O vocábulo AFIM tem principalmente o significado relacionado a SEMELHANÇA, AFINIDADE, PROXIMIDADE; e não é usado com muita frequência atualmente, mesmo na escrita formal.
Ex.: É necessário dar sua opinião e relacionar algum fato afim.
Sempre fui fascinado pelo turismo e pelas profissões afins.
Por hoje, é só.
Até a próxima.
Diogo Xavier
A expressão A FIM possui duas aplicações mais utilizadas:
1. Significado: com o objetivo, com a finalidade.Ex.: Estamos em reformas A FIM de melhor atendê-los.
A FIM de que haja melhorias no ensino, o Governo tem disponibilizado novas capacitações.
2. Significado: desejar, querer, estar com vontade.
Ex.: Juliana está a fim de Paulo.
Ele não está tão a fim de você.
Obs.: Este segundo uso é típico da linguagem informal, em especial a modalidade falada. Portanto não recomendo tal aplicação em textos escritos formais, mesmo em narrações, a não ser que se esteja representando a fala de algum personagem.
O vocábulo AFIM tem principalmente o significado relacionado a SEMELHANÇA, AFINIDADE, PROXIMIDADE; e não é usado com muita frequência atualmente, mesmo na escrita formal.
Ex.: É necessário dar sua opinião e relacionar algum fato afim.
Sempre fui fascinado pelo turismo e pelas profissões afins.
Por hoje, é só.
Até a próxima.
11 de fevereiro de 2011
LIVROS PARADIDÁTICOS 2011 - Lista, preços e links
Lista de livros Literários para as aulas de Língua Portuguesa / Literatura
5ª Série
O PRÍNCIPE E O MENDIGO – Mark Twain – adaptação - editora Rideel 32 pág. (4,50 – Livraria Imperatriz)
A PEQUENA PRINCESA - Frances H. Burnett – adaptação - editora Rideel 32 pág. (4,50 – Livraria Imperatriz)
6ª Série
AFRO-BRASIL EM CORDEL - Nezite Alencar – Editora Paulus 40 pág. (11,00)
Livro não disponível para Download
VIAGENS DE GULLIVER - Jonathan Swift – adaptação – editora Rideel 32 pág. (4,50 – Livraria Cultura)
7ª Série
O JARDIM SECRETO - Frances H. Burnett - editora Rideel 32 pág. (4,50 – Livraria Imperatriz)
IVANHOÉ - Sir Walter Scott - adaptação - editora Rideel 32 pág. (4,50 – Livraria Imperatriz)
8ª Série
O CONDE DE MONTE CRISTO – Alexandre Dumas – adaptação – editora Rideel 32 pág. (4,50 – Livraria Imperatriz)
AFRO-BRASIL EM CORDEL - Nezite Alencar – Editora Paulus 40 pág. (11,00)
Livro não disponível para Download
31 de outubro de 2010
Os óculos? O óculos?
Na fala do dia-a-dia, mesmo a mais formal, a tendência no português do Brasil é utilizar a palavra ÓCULOS como se ela fosse singular. Ex. "Não acho meu óculos", "Preciso comprar um óculos de sol", "O óculos dela é chique!" etc. Se você fala assim, não se preocupe; a maioria dos brasileiros usa (oralmente) o termo óculos dessa forma. Claro, se você prefere usá-lo conforme a norma culta (como vou mostrar) na fala, em especial em contextos mais formais, leia as reflexões abaixo.
Bem, buscando no Dicionário Eletrônico Houaiss, encontro o seguinte significado para "óculos" (sentido semelhante ao encontrado no Miniaurélio Eletrônico: substantivo masculino plural, dispositivo usado para auxiliar, corrigir ou proteger a visão, que consiste em um par de lentes sustentadas em frente dos olhos por uma armação; lunetas. Etimologia: plural de óculo. Temos aí uma informação importante: é plural de óculo, que é cada uma das lentes que compõem os óculos.
Cito mais uma vez Houaiss, mas dessa vez para concordar com o conceito e discordar da abordagem:
Na observação sobre gramática e uso da palavra óculo, ele diz que a palavra óculos é naturalmente plural [pluralia tantum] (só no plural é que ela representa o objeto de correção da visão do qual estou falando nesta postagem): "a palavra óculos é pluralia tantum (ver), sendo, portanto, erro a discordância de número (um óculos) que se tem vulgarizado no português coloquial do Brasil (formas corretas: uns óculos, meus óculos, um par de óculos)".
De fato, segundo a gramática padrão, os determinantes que se referirem ao substantivo "óculos" devem concordar com ele no plural. Então: "Não acho meus óculos", "Preciso comprar uns óculos de sol / um par de óculos de sol", "Os óculos dela são chiques". Usemos dessa forma nas situações de discurso que exijam o uso da linguagem formal (falada ou escrita).
Discordo, por outro lado, da forma pejorativa com que o dicionário se refere à língua coloquial, usando termos como erro e vulgarizado, ignorando os inúmeros avanços que as diversas vertentes da linguística trouxeram e trazem constantemente. Como eu disse no início da postagem e em algumas outras, a língua falada se constitui no próprio uso *(João Wanderley Geraldi, 1991)*, e não exige, portanto, um uso exatamente como determina a gramática padrão(GP). Mesmo em contextos formais, há construções na norma padrão que soam artificiais quando faladas. Na escrita formal, por outro lado, devemos nos adequar à GP, sendo, contudo, realistas e atentando ao fato de algumas construções serem pouco usadas "no papel" atualmente (mesóclise, por exemplo). Cabe ao falante, portanto, conhecer e usar as diversas variedades de sua riquíssima língua portuguesa de acordo com suas necessidades.
Tenho dito.
"Compre, então, uns óculos escuros [ou um óculos escuro, se preferir o contexto informal] e aproveite o feriadão!!!!"
* "Como o trabalho linguístico é contínuo, realizado por diferentes sujeitos, em diferentes momentos históricos, em diferentes formações sociais, dentro das quais diferentes sistemas de referência se cruzam (e se digladiam), a língua que se vai constituindo mantém-se porque se modifica." (Pág. 14, Portos de Passagem, João Wanderley Geraldi, São Paulo, Martins Fontes, 1991)
* "Como o trabalho linguístico é contínuo, realizado por diferentes sujeitos, em diferentes momentos históricos, em diferentes formações sociais, dentro das quais diferentes sistemas de referência se cruzam (e se digladiam), a língua que se vai constituindo mantém-se porque se modifica." (Pág. 14, Portos de Passagem, João Wanderley Geraldi, São Paulo, Martins Fontes, 1991)
Diogo Xavier
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